Histórico

FUNDAÇÃO

A Sociedade Recreativa Mampituba surgiu do Mampituba Foot Ball Club, em 18 de maio de 1924. Liderado pelo jovem Abílio Paulo, um grupo de 52 pessoas de Criciúma e região se reuniu e assinou a ata de fundação. O nome “Mampituba” foi escolhido devido ao rio que faz divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que tem o mesmo nome.

No início, o futebol era a principal modalidade a ser praticada no clube, mas com o passar do tempo e o aumento do número de associados, novos esportes foram implantados. Além dos esportes, os bailes também contribuíram para aumentar a notoriedade do clube na região.

HISTÓRIA

Em quase nove décadas de história, a Sociedade Recreativa Mampituba tem muito a contar. Consagrado e reconhecido em todo o país, o clube segue em constante desenvolvimento e prima por oferecer sempre o melhor aos associados.

Em uma retrospectiva separada por décadas, contamos, portanto, uma parcela da grandiosa história da Sociedade Recreativa Mampituba, um clube para se viver!

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DÉCADA DE 20

O Mampituba Foot Ball Club foi fundando dois anos antes de Criciúma se emancipar de Araranguá, em 1924. O objetivo, a princípio, era a prática de futebol, esporte que estava conquistando a admiração da sociedade.

A sede para a nova agremiação foi a mesma que era utilizada pela Sociedade Cooperativa Victória, localizada na rua Seis de Janeiro, onde até hoje funciona e sede administrativa do clube. Já o campo utilizado para os treinos do Mampituba Foot Ball Club situava-se onde atualmente fica o bairro Pio Corrêa, que posteriormente passou a pertencer ao Ouro Preto Futebol Clube.

DÉCADA DE 30

A principal característica da década de 30 foi o aumento significativo dos associados e das atividades desenvolvidas pelo Mampituba Foot Ball Club. Nesta década, o futebol já estava dividindo espaço com outras modalidades esportivas, e as promoções, como bailes, também já ganhavam fama.

A década de 30 foi uma época em que o Mampituba voou mais alto, inclusive com a construção da sede própria. Em dezembro de 1931 foram distribuídos os convites para a inauguração do prédio do Mampituba F.C., que aconteceu no dia 16 de janeiro de 1932.

Alguns anos depois, em 1937, o futebol perdeu forças e deixou de ser praticado pelos associados do clube. A decisão foi tomada devido a dois fatores: outras atividades estavam chamando a atenção dos associados e a modalidade estava ganhando aspectos mais profissionais, deixando de lado a sua característica de amadorismo. Também nesse período, outros clubes de futebol, semiprofissionais, estavam surgindo em Criciúma, como o Ouro Preto e o Atlético-Operário.

No final da década de 30, os bailes de carnaval já faziam parte da programação anual do Mampituba.

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DÉCADA DE 40

Mesmo tendo abandonado a prática do futebol em 1937, o clube manteve, até 1943, a denominação de Mampituba Foot Ball Club. Foi nessa data que o então presidente Addo Caldas Faraco fez uma assembleia geral extraordinária e, além de outras mudanças, estabeleceu o novo nome, usado até hoje: Sociedade Recreativa Mampituba.

Um dos primeiros bailes organizados pela Sociedade Recreativa Mampituba foi para comemorar a chegada da primavera, com escolha da rainha da estação e tudo mais. Desde a fundação do clube, porém, o baile de carnaval sempre ganhou destaque especial. No princípio, os foliões festavam por quatro noites, sendo a guerra de confetes o momento mais esperado da festa.

DÉCADA DE 50

A década de 50 iniciou dando a impressão de que o clube iria crescer mais do que nunca. A sede na rua Seis de Janeiro começou a ser ampliada logo no início da década.

Em 1951 ocorreu a instalação de um segundo pavimento, que foi destinado ao salão nobre, local em que seriam realizadas as promoções, como bailes de primavera, carnaval, debutantes e aniversários. Já em 1956, a Sociedade Recreativa Mampituba adquiriu cerca de outros 16 lotes, exatamente onde hoje está a Escola Sebastião Toledo dos Santos, o Colegião.

A intenção, ao comprar os 16 lotes era construir a sede campestre do Clube. Entretanto, os anos passaram e a construção não aconteceu. Neste meio tempo, a cidade expandiu e o terreno, antes localizado na área rural, acabou ficando inserido no centro. Os lotes, então, acabaram sendo vendidos por meio de um leilão, visando a compra de outro terreno, fora dos limites centrais.

Durante um período, após a conclusão da reforma, o clube viveu momentos de alegria com os bailes, entretanto, com o passar do tempo e o crescimento de outro clube na cidade, o Mampituba foi perdendo forças e sobrevivendo por meio de alguns bailes e jogos de dominó e carteado. Nesta década as diretorias passaram a ter mandatos de dois anos.

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DÉCADA DE 60

A década de 60 foi marcada por um momento de preocupação. Os bailes organizados pelo clube já não contavam com a totalidade dos sócios. Nesta época, outro clube da cidade estava em pleno desenvolvimento e acabou atraindo boa parcela da população.

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DÉCADA DE 70

Na década de 70, a Sociedade Recreativa Mampituba começa a se reerguer com a aquisição de um terreno para a construção da sede campestre. As obras do novo empreendimento, situado entre Cocal do Sul e Criciúma, iniciaram no final de 1972.

O arquiteto Fernando Jorge Carneiro foi o responsável pelo planejamento e construção das obras. A princípio o trabalho tinha previsão para ficar pronto em maio de 1974, quando o clube completaria 50 anos. As fortes chuvas, porém, destruíram boa parte dos trabalhos realizados, o que adiou a inauguração para a primavera do ano seguinte.

Para construir a sede campestre da Sociedade Recreativa Mampituba, muitas dificuldades foram enfrentadas, a começar pelo fato de que a rodovia que fazia a ligação de Criciúma até a sede campestre estava sendo asfaltada e toda vez que chovia, o acesso ao terreno ficava muito difícil. Outra dificuldade era a falta de recursos para bancar a construção.

Nesta época, os conhecidos Bailes de Primavera deram lugar a outro evento, consagrado até os dias de hoje, o Baile de Debutantes.

DÉCADA DE 80

Os anos 80 ficaram marcados na Sociedade Recreativa Mampituba como a década de mudanças e investimentos na estrutura física do clube. Nesta época, as quadras esportivas foram remodeladas e novas foram construídas. Em 1988, contudo, a construção do Complexo Aquático marcou de forma definitiva o avanço do Mampituba.

Projetado para ter 2.800 metros quadrados de área construída, a previsão de conclusão do Complexo era para 1990, mas com os atrasos, a área foi inaugurada no final de março de 1991.

Em 1987, os arquitetos Fernando Carneiro, Décio Góes e Nelson Gaidzinski concluíram o projeto de Plano Diretor para obras dentro da sede campestre. Entre elas, foi projetado um ginásio coberto, uma nova sede social, área de camping, novas quadras de tênis, um lago, pomares e o Complexo Aquático.

DÉCADA DE 90

A década de 90 continuou no mesmo ritmo dos anos 80, voltada ao crescimento e desenvolvimento. Nesta época, para facilitar os trabalhos burocráticos, o Mampituba adquiriu microcomputadores e contratou uma empresa especializada para desenvolver um programa específico para o clube.

Além disso, novos veículos foram adquiridos, como dois ônibus, um caminhão e uma saveiro. No mesmo período, foram catalogadas mais de 80 árvores com placas indicando o nome científico e popular, sendo identificadas mais de 100 espécies.

Nos anos 90, a Sociedade Recreativa Mampituba conseguiu contabilizar mais de 12 mil sócios. Além das melhorias citadas, outras também foram desenvolvidas nesta época, como a construção de churrasqueiras coletivas, o memorial de ex-presidentes e os inúmeros trabalhos de manutenção.

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DÉCADA DE 2000

Depois de tanto trabalho, a Sociedade Recreativa Mampituba passa a colher bons frutos a partir do ano 2000. Para continuar crescendo o clube permaneceu investindo em melhorias, como a construção de novas churrasqueiras, academia de musculação, espaço para a prática de Squash, clinica de fisioterapia dermato-funcional e uma avenida asfaltada, toda florida, nomeada de Sílvio Ávila, em homenagem ao ex-presidente falecido em 1999.

Outras obras também marcaram o início do novo tempo, como a criação de um espaço para sinuca, a construção da piscina coberta de hidroginástica, construção do vestuário de futebol, a reforma na sede do centro, reforma e ampliação do salão social entre outras coisas.